Procura

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Monty Phyton - Holy Grail


Nada é mais interessante num anoitecer de segunda-feira de Julho, que dar umas boas gargalhadas à vista da película monty phytiana. O grupo de comédia britânico gravou este filme no ano de 1975, o mesmo ano e país do musical Tommy, de Ken Russell. Mas o que estes dois filmes tem em comum? Apenas algum bocado de levada surrealista. Porém, esta película inglesa (produzida num momento em que um dos rapazes do elenco, o talentoso Chapman, que faz o papel do rei-artur, enfrentava sérios problemas ligados ao alcoolismo), ultrapassa e muito todos os níveis de sanidade que uma comédia pode ter. Ou, todos os níveis de sanidade que um musical inglês do nível do citado acima deveria ter. 

Tudo bem, este filme é inglês, e esta nacionalidade costuma produzir comediantes extremamente preocupados em encontrar deixas absurdas nos eventos mais comuns do dia-a-dia, entretanto, os amigos desta equipe não apenas o fazem, como também, misturam eventos históricos no meio disso tudo.

Assistam e sejam felizes com a parafernália ciberdélica medieval dos adoráveis e conturbados habitantes da Grã-bretanha.

terça-feira, 19 de julho de 2011

1974 - Deep Purple - Stormbringer

Este é sem dúvida o álbum de maior destaque desta banda. É o nono, em ordem de produção, e representa o momento em que o baixista Glenn Hughes começou a marcar mais sua influência na obra dos mesmos. O Deep Purple, como a lenda do hard rock que sempre representou, neste álbum, de 1974, deixa um pouco as barreiras de seu estilo pra se atrair pelas levadas do funky norte americano. O baixista tinha uma paixão declarada pela Motown e a Stax, grandes gravadoras de soul, e Stevie Wonder certamente estava entre suas principais influências. Desta feita, podemos dizer que em cada faixa do álbum é de se notar uma malemolência fenomenal que acabou certamente chocando os fãs mais conservadores mas que, sem dúvida alguma, enriqueceu de maneira bela, o repertório deste quinteto inglês. Em 2008 o álbum foi remasterizado e lançado com os teclados que haviam sido cortados da versão primeira.
É por essas e outras que dizem ser este o álbum negro da banda. As nuvens escuras do cavalo que trouxe a tempestade nada mais são que as referências da banda na cultura negra. A bien!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

1973, As Cilibrinas do Éden



Em 1973, Lucia Turnbull e Rita Lee se juntam e montam este valoroso álbum sob o título de Cilibrinas do Éden. O álbum é um encanto e traz uma guinada de cordas acústicas num momento em que os jovens antenados do país já começavam a mergulhar na musicalidade do progressivo. Neste sentido, há quem diga que ele é uma exceção. Em sua primeira apresentação, no festival da Phonogram, Rita Lee vestia uma imensa cartola preta com uma pena, e Lucia portava duas asinhas de anjo. Bela fantasia de duas mulheres mega talentosas. Há quem diga que este projeto não chegou a ser considerado banda pelos integrantes, servindo apenas como trampolim para a famigerada Tutti Frutti. Objeções a parte, vamos relembrar o amor juvenil na doce voz destas cantoras. 



Paixão da Minha Vida Atribulada
Olhe o meu sorriso
Beije em minha boca
Cante minha música
Use minha roupa
Se você se fecha
Isso só complica
Justamente agora
Que eu estou apaixonada
E preciso tanto
Conhecer você melhor
Te namorar, te namorar, te namorar
Ah!
Te namorar, te namorar, te namorar
Sinto você
Nesse meu violão
Toco sua música
Com minha mão
Me apaixonei por você e por mim!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

História do Rock Brasileiro na Tv Cultura



A Tv Cultura está a exibir nestes dias por volta da meia noite um documentário gravado há algum tempo sobre a história do rock no Brasil. Não percam. Nas vozes de figuras carimbadas, de Pepeu Gomes a Arnaldo Baptista, traçando as influências musicais das principais bandas deste cenário nas diferentes décadas. O documentário conta com trechos de shows ao vivo, imagens do acervo dos artistas, de flyers e cartazes a fotos, até referências de casas de encontro, o papel individual de cada grande nome na história do rock no país e histórias engraçadas da memória de cada um. No episódio de hoje, a Jovem Guarda, Renato e seus blue caps, Mutantes, Made in Brazil, Vimana e diversas outras bandas falam do progressivo, do som de auditório, do de garagem, e do rock'n'roll clássico. Tentem acompanhar! Nos dias 21 e 28 de julho, a emissora mostra as outras duas partes do documentário.

domingo, 3 de julho de 2011

Casa das Máquinas - Casa do Rock

Este fabuloso álbum desta graciosa banda é do ano de 1976. É o terceiro álbum em sua discografia e conta com a presença de Simbas, um engenhoso cantor do rock'n'roll setentista no Brasil, cuja história é ligada a bandas como a pomposa Tutti-frutti. Sobre este cantor, alguns dizem que sua presença era andrógena e outros afirmam que ele tinha um tom meio rude no palco, mas isto pouco importa, pois sua voz era cativante e bastante atualizada com as tendências dos vocalistas de além mares daquela década. A Casa das Máquinas passou por diversas formações e a mudança da linha sonora de seus álbuns reflete, em partes, a evolução do rock'n'roll no mundo, indo do progressivo ao hard rock. Em 1978 lançaram seu último álbum, para voltar aos palcos em 2007, em festivais como o Psicodália, que acontece no eixo-sul e promove e provoca desde 2001 a profissionalização de bandas e a consciência crítica musical dos ouvintes.

É muito feliz ver que bandas pioneiras no arrojo e no estilo, como esta, conseguem resistir ao sopro do tempo para contar-nos um pouco de sua experiência com a música, com a sociedade, os palcos e ensinar algo de sua vivência com a música dos jovens. Hoje, dos integrantes de antigamente, a banda conta com Luiz Franco Thomaz, Mário Franco Thomaz e Mário Testoni. A letra desta canção que resgatamos para vocês é curiosa, pois, até onde pudemos mapear com nossos circuitos sinápticos, fala sobre razão, esquecimento, amor e existência.
Segue:
Fiz transações pra poder entender
O que é a razão ao meu ver
Sem saber em que bicho vai dar
Minha mania de ser
De querer a missão de cantar
Pra mim só importa gostar
De você e o melhor pra nós dois
É pensar em amar
Não olhar para trás
Pra não ver os pecados banais
Não há tempo pra esperar
Quem não pode mais nos alcançar
Só ficou para trás
Quem não canta e não sabe amar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Wilson Baptista, o rapaz folgado!


É lançado cd O Samba Carioca de Wilson Baptista, no qual a obra do memorável sambista é regravada na voz de vários cantores brasileiros. O cd, lançado pela Biscoito Fino é fruto de uma peça, já exibida no Rio de Janeiro, tendo São Paulo como sua próxima estadia.
Wilson Baptista, enquanto vivo, travou alguns combates com Noel Rosa, a respeito da figura do sambista. Seria ele um malandro ou um homem civilizado como outro qualquer? Este estudo é feito por Deisi Horn e Douglas Passoni. A trama toda começou quando Wilson Baptista lançou "lenço no pescoço", onde proclamava seu orgulho em ser vadio e associava a imagem do sambista a malandragem. Noel se sentiu incomodado e mandou logo uma resposta bem direta, compondo "rapaz folgado" onde dizia a Baptista 
"...deixa de arrastar o teu tamanco, pois tamanco nunca foi sandália, tira do pescoço o lenço branco, compra sapato e gravata, joga fora esta navalha, que te atrapalha..da polícia quero que escape, fazendo samba e canção, já te dei papel e lápis, arranja um amor e um violão... malandro é palavra derrotista que só serve pra tirar todo o valor do sambista, proponho ao povo civilizado não te chamar de malando e sim de rapaz folgado..." 
Batista se sentiu ofendido e reagiu compondo o "mocinho da vila" onde dizia
 "se não quiser perder seu nome, cuide do seu microfone e deixe o malandro em paz!"
É mesmo uma resenha! E muito cômica a intermusicalidade de uma trama, ou como ela pode se dividir em canções de fontes diferentes. Confiram o disco!

sábado, 25 de junho de 2011

Tim Maia - Universo em Desencanto



Esse som é lindo, parte integrante de um dos melhores álbuns de Tim Maia. É o quinto álbum, Tim Maia Racional, Vol 1. Um álbum de um cantor competente, aqui, em sua melhor forma, tanto temática, quanto musical. Se o mundo está perdido no pandemônio de referências culturais que transformam a mente do indivíduo num labirinto, a ideia da cultura racional, certamente, pode significar para ele o fio de ariadne.
O homem racional vê que o ocidente desencantou o universo humano. Criando um mundo técnico, que separava cada vez mais o homem de sua matriz espiritual, e certamente humana. Estando todos fixos agora às suas mentes indefesas diante de um mundo que não se compreende, que as faz adoecer, que as enche de psicopatias e comportamentos viciosos. Este álbum é de 1975, época em que o ocidente começava a se abrir pras religiosidades orientais.