Este canto da liturgia cristã lindamente representado por imagens da sociedade contemporânea da década de 60, executado pela engenhosidade de Arvo Part, compositor da Estônia, que pratica o minimalismo musical, dentro do qual utiliza um mecanismo de repetições hipnóticas para dar efeito ainda mais grandioso as suas composições. Suas obras estão espalhadas em inúmeras produções da indústria cinematográfica pop, como nos filmes de Godard. Apreciem!
Procura
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Passport - Infinity Machine
Parece que em algum momento da incrível história da música nos anos 70, o saxofone quis sobressair em relação ao restante dos instrumentos numa banda de jazz, que por sinal, estava realmente entretida com os sintetizadores e essa coisa toda da modernidade. Some a isso temáticas realmente transcendentalistas, que deixavam essa inspiração escapar por meio de suas artes de capa e voilà, temos aqui essa mais eficiente importação alemã. A Atlantics apostou nos rapazes.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Phono 73
Phono 73 foi um festival realizado em São Paulo (Brasil) em 1973, em plena ditadura militar por diversas personalidades musicais da época. Gravado pela gravadora Phonogram este show teve o intuito de mostrar ao público a ditadura militar da época, onde inúmeros cantores foram impedidos de cantar suas músicas devido a censura.
Do festival participaram os Mutantes, Rita Lee, Gilberto Gil, Ronnie Von, Odair José, Gal Costa, Chico Buarque, Raul Seixas, Elis Regina, Hermeto Pascoal, Jorge Ben, Caetano Veloso, Nara Leão, Roberto Carlos, Simonal, Jair Rodrigues, Maria Bethânia, Vinicius de Moraes, Toquinho e Sérgio Sampaio.
O festival foi um evento de marketing da gravadora, que tentava desvencilhar-se, perante o governo, da pecha de reduto de comunistas. Entretanto, visto que o Brasil se encontrava nos anos mais pesados da ditadura militar, o evento acabou dotado de um forte viés político.
Texto: Criolina/Victor Barros
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Only Looooove... - The Who
Esta música é antológica!
Belíssima, está encaixada no lugar errado do filme.
Ela deveria fazer parte da cena final, momento de auto-reflexão, do personagem central, esse protótipo de herói, construído pela película de 1979 (Quadrophenia), que após todos os desmantelos da vida resolve jogar a scooter dos seus sonhos para o infinito mar, que a irá consumir profundamente na imensidão abissal. Jimmy tinha uma personalidade. A experiência da vida destruiu todas as bases de sua personalidade, esta personalidade primeira, flamenjante, que tudo vivia intensamente.
Aquela scooter, objeto de desejo, ele a conseguiu após ter perdido as bases de sua personalidade primeira. Será que a personalidade nunca conseguirá alcançar seus sonhos? Ou deve ser preciso ultrapassá-la pra chegar verdadeiramente a meta? Qual a função do sonho então?
Entre todas essas dúvidas, a única certeza é que o mar aguarda feliz o que quer que entreguemos a ele. Curando, limpando, amenizando cicatrizes.
Letra de PETER TOWNSHEND
Only love
Can make it rain
The way the beach is kissed by the sea.
Only love
Can make it rain
Like the sweat of lovers'
Laying in the fields.
Love, reign o'er me.
Love, reign o'er me, rain on me.
Only love
Can bring the rain
That makes you yearn to the sky.
Only love
Can bring the rain
That falls like tears from on high.
Love Reign O'er me.
On the dry and dusty road
The nights we spend apart alone
I need to get back home to cool cool rain.
The nights are hot and black as ink
I can't sleep and I lay and I think
Oh God, I need a drink of cool cool rain.
Only love
Can make it rain
The way the beach is kissed by the sea.
Only love
Can make it rain
Like the sweat of lovers'
Laying in the fields.
Love, reign o'er me.
Love, reign o'er me, rain on me.
Only love
Can bring the rain
That makes you yearn to the sky.
Only love
Can bring the rain
That falls like tears from on high.
Love Reign O'er me.
On the dry and dusty road
The nights we spend apart alone
I need to get back home to cool cool rain.
The nights are hot and black as ink
I can't sleep and I lay and I think
Oh God, I need a drink of cool cool rain.
sábado, 1 de outubro de 2011
The Animals, Hit the Road
Em 1966 os aclamados The Animals fizeram uma versão um tanto quanto malemolenta, porém, extremamente estilosa, da famosa Hit the Road Jack do humilde R&B representante, Percy Mayfield. A canção, que iria estourar na voz do também pianista Ray Charles, ficou marcada na história pelo vocal feminino que este divide com Margie Hendricks, do grupo Raelettes. De qualquer forma, esta versão do Animals deixa de lado as histerias que Charles e Margie (que com a ajuda das letras da canção em questão, parecem mais uma verdadeira briga de cumadres) ensaiavam em suas produções, e nos abraça com uma cadência suave e contagiantemente easy.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A Morte da Canção
O musicólogo José Ramos Tinhorão, famoso por suas críticas mordazes à Bossa Nova, nos surpreende em seu livro publicado no Brasil neste ano de 2011 As Origens da Canção Urbana, com a ideia da morte desta que lhe dá nome. Ora, a canção, gênero que remete a alguém cantando juntamente com o som de um violão uma melodia de carga afetiva e sentimentalista está na mira da grande indústria cultural.Tinhorão vem nos alertar que a canção está em fase de despedida, está morrendo, pois ninguém mais se senta para ouvir música, de maneira calma, pelo simples apreciar. No entanto, óbvio é que ela não vai desaparecer, como a música de câmara, que até hoje ainda existe e é lugar de lazer de uns poucos mais interessados por teoria musical e essas erudições da vida.
O que temos hoje, fazendo frente à antiga canção popular do século XVIII e XIX é a música de massa, vista de pé em estádios, por exemplo. Seu novo livro diz que a canção é um gênero que surgiu com a popularização da música e que, ao mesmo tempo, essa popularização que a fez surgir é responsável pelo seu iminente sumiço. O que seria a música de massa atual senão uma filha bastarda da primeira? Origens elitistas é que de fato não tiveram esses grandes sons que hoje fazem a cabeça dos jovens.A canção popular deriva dos cantos épicos, que depois se transformaram em romances, que viraram romances líricos e por fim, se transformaram em canção. E hoje? Quem cria a música? Hoje a música é feita por sintetizadores que já têm música arquivada, e o artista, pobre, se diluiu na massa.
Fonte: entrevista feita por Daniel Constantinto, com adaptações.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Andrew Leigh - The Magician
Não há muitas fontes sobre o trabalho de Andrew Leigh. Porém, o que se sabe é que era um baixista talentoso e cantou hamornias com Matthews Southern Comfort & Iaim Matthews band. Ele aparece nos dois albuns desta banda, sejam eles: Second Spring e Later That Same Year. Depois que Matthews deixou a banda, eles continuaram apenas como Southern Comfort, produzindo então três álbuns. O primeiro deles foi Frog City, e é o mais semelhante em estilo a este The magician, que vos apresentamos agora.
Tracks:
01. Magician
02. Get Myself Together
03. Going Out To The West
04. Solitaire
05. Windy Bake Street
06. Take Me Back
07. Leaving Song
08. Fresh Brown Eggs
09. Up The USA
Link para download:
http://www.mirrorcreator.com/files/N9157D3U/Andrew_Leigh_-_Magician__uk_1970__Ploydor_.rar_links
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